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Biografia 2017-10-27T17:40:42+00:00

Chico Santa Rita é jornalista, publicitário e consultor de marketing político. Começou a carreira de jornalista em “A Tribuna” de Santos, como redator. Depois foi editor do “Jornal da Tarde” e editor de texto de “Realidade” em pouco mais de 2 anos. Ainda na Editora Abril dirigiu revistas e um departamento de criação, espécie de house agency. Anos mais tarde foi chefe de redação da Abril Vídeos. Na TV Globo dirigiu telejornais, coberturas de grandes eventos e programas jornalísticos.  É um dos maiores especialistas em campanha eleitoral no Brasil.

Em 1984 criou a TVT Produções onde nasceram dezenas de programas de TV, vídeos institucionais, apresentações de produtos, coberturas, etc. Quando a televisão passou a ter papel primordial nas eleições, a TVT foi pioneira, formando dezenas de profissionais, criando e produzindo campanhas que fazem parte da história recente do Brasil.

Entre os anos de 1997 e 98 exerceu a função de Presidente da PROPEG – CP, o braço de marketing Corporativo e Político da agência, atendendo grandes clientes tais como:
Principais clientes atendidos:

OPP Petroquímica ( divisão Petroquímica da ODEBRECHT) – no momento que foram denunciadas irregularidades no contrato do Polo de Paulínia, foi necessário esclarecer  a  questão para a imprensa e para os formadores de opinião.

PETROBRÁS – o presidente Rennó, sempre debaixo de muita controvérsia, pôde  aparecer melhor na imprensa.

ELETROBRÁS – a campanha para poupar energia em 98 foi um sucesso total.

Como consultor em marketing político Chico Santa Rita tem uma carreira limpa e de sucesso. Em 36 anos de atividade, dirigiu e/ou assessorou inúmeras campanhas eleitorais e institucionais no Brasil e além das nossas fronteiras, na Bolívia e Argentina. Realizou mais de 150 trabalhos para políticos importantes de prefeitos a presidentes no cenário político brasileiro como Mário Covas, Orestes Quércia, Ulysses Guimarães, Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso, entre tantos outros. Coordenou assessorias de comunicação dos Governos dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul e das prefeituras de Campo Grande-MS, Uberlândia-MG, Macaé-RJ, Rio das Ostras-RJ, Paulínia-SP entre outras.

Duas campanhas que fizeram história: Chico Sana Rita foi o responsável pela vitória da campanha do “Presidencialismo” (1993) no plebiscito sobre a forma e o sistema de governo do Brasil e também pela campanha do “Não” (2005) no referendo do desarmamento.

Chico Santa Rita compartilha sua experiência por todo o Brasil. Realiza palestras sobre marketing político para estudantes universitários, pré-candidatos, assessores de governo, secretários e diretores de comunicação, jornalistas, professores, políticos e empresários.

Na área editorial, publicou em 2001, seu primeiro livro, “Batalhas Eleitorais”, que relata sua atividade em um quarto de século, na área de marketing político. E 2008, lançou o seu segundo livro “Novas Batalhas Eleitorais”, com relatos de histórias saborosas, envolvendo eleições, as quais participou e dirigiu. O terceiro livro “Batalhas Finais” já está pronto e será lançado no início de 2014.

Na área empresarial do ramo de hotelaria, Chico Santa Rita criou e implantou  dois projetos próprios:

HOTEL DA CACHOEIRA, Penedo, Maciço de Itatiaia – RJ , iniciado em 1973 e vendido em 90, com vinte habitações  tipo chalé.

HOTEL DA FAZENDA DONA CAROLINA , Itatiba – SP ,  em 1993 inaugurou, em parceria com uma sócia,  o hotel que foi , mais de uma vez, considerado o melhor hotel fazenda do Brasil. Vendido em 2010.

E, em 2004 Chico Santa Rita transformou um hobby em negócio: iniciou a produção da sua própria cachaça, A DONA CAROLINA, em Itatiba – SP.

Uma vida dedicada em defesa dos direitos das pessoas, por Chico Santa Rita.

A preservação dos direitos da pessoa humana tem sido uma constante na minha vida, todas as vezes que apareceu a oportunidade de exercitar esse preceito.

Nas campanhas eleitorais que dirigi sempre me recusei a usar qualquer expediente que pudesse de alguma forma, iludir ou enganar o eleitor. Jamais, aceitei pactuar com situações, corriqueiras, como o candidato ser transformado em outra figura, mais palatável para o eleitor, apenas para conquistar votos. Também, nunca permiti que mentiras fossem montadas e veiculadas, com a finalidade de denegrir a imagem do adversário.

Trabalho com a verdade e digo sempre que é ela quem oferece os limites da ética. E isso tem dado certo, como comprovam as campanhas vitoriosas, em número expressivamente maior do que as derrotas.

Em duas ocasiões muito especiais levei esse critério às últimas consequências. Foram dois trabalhos de alcance e repercussão nacional, em que pude exercitar a vocação de garantir os direitos do cidadão, levando a mensagem a todos os rincões do País.

No Plebiscito de 1993, em que a população definiu a forma e o sistema de governo que queria para o Brasil, criei o slogan “Não abra mão do seu voto!”. Não abra mão do seu direito de escolher a pessoa que vai dirigir o País!

A discussão baseava-se na adoção do sistema Parlamentarista, em que o Congresso escolhe o governante; ou a preservação do Presidencialismo, em que é o voto popular que determina quem será o comandante da Nação. Veja texto:

– Lutei mais de 20 anos para ter de volta o direito de votar. Agora querem me tirar este direito…
– No presidencialismo você escolhe quem vai dirigir a Nação. (Mostra uma cena do Congresso, em Brasília) No parlamentarismo são eles…

– Não deixe ninguém roubar o seu voto. É você mesmo quem conduz o seu destino.

– No presidencialismo é você quem põe. E, se precisar, também é você quem tira.

No Referendo sobre a venda de armas, mostrei que o Desarmamento apregoado era uma farsa, pois ninguém seria realmente desarmado. Insisti na máxima, de que ter um direito retirado, poderia ser uma brecha para que outros direitos também pudessem ser negados. Foi a vitoriosa campanha do NÃO, com a população embalada por uma forte palavra de ordem: “Não abra mão dos seus direitos!”. Veja texto:

– O apregoado desarmamento não vai desarmar bandidos;

– Você pode não querer ter uma arma – é seu direito;

– Mas não pode tirar o direito de quem precisa ter uma arma para se defender;

– Hoje mexem nesse direito, em qual vão mexer amanhã?

– O governo, que nada faz pela segurança, ainda quer desarmar o cidadão de bem.

Outro momento importante em defesa dos direitos da pessoa foi quando enfrentei a censura, imposta pela ditadura militar, aos meios de comunicação. Jornalista atuante, os textos de minha autoria foram dilapidados pela ação dos censores, como a emocionante entrevista-perfil que fiz com Chico Buarque de Hollanda, para a revista Nova, da Editora ABRIL.

Como editor-executivo da publicação, enfrentava os censores ditatoriais que, além da censura das ideias políticas, se arvoravam de críticos da moral e dos costumes, censurando a ilustração de uma matéria sobre câncer de mama, com a foto de um seio desnudo, ou proibindo a publicação de um conto com nome: “Pergunte ao Coração”, sob a alegação impertinente de que não tínhamos enviado a resposta.

Em 1969, no Jornal da Tarde, onde exerci a Chefia da Editoria de Variedades, preparei uma bela armadilha para os censores que se postavam entre a redação e a gráfica, deliberando o que podia, ou não, ser publicado. Eles só liam os textos, não se preocupavam como era feita a distribuição nas páginas. Quando um texto era retirado, o jornal colocava receitas de bolos em seu lugar.

Numa noite recebemos a matéria que relatava uma reunião da SIP – Sociedade Interamericana de Imprensa, examinando o que ocorria com a liberdade, em vários países. Junto com o editor Sérgio Rondino, fizemos um grande título no alto da página: “A situação da imprensa nas Américas”. Logo abaixo, pequenos textos, que não foram censurados, mostravam a situação na Argentina, Chile, Cuba, Colômbia e em todos os outros países. No meio da página, sob a rubrica “Brasil”, tentávamos mostrar a situação vexatória da nossa imprensa. Imaginávamos que o texto fosse censurado, como de fato foi, mas no lugar dele só ficaram as receitas de bolo – essa era a situação da imprensa, naquele momento, no Brasil.

Denúncia mais clara, impossível. É lógico que isso criou uma grande crise, com censores sendo chamados à Brasília, para os puxões de orelha. Assim, ajudávamos a denunciar aqueles tempos de obscurantismo e negação dos direitos elementares dos cidadãos.

E até na minha vida particular tenho exercido essa consciência de preservação dos direitos das pessoas, que vivem todas neste planeta e, por isto, devem ter uma preocupação constante com o nosso meio ambiente. Assim é que, numa propriedade rural, em que fui sócio-administrador, na cidade de Itatiba – SP, a empresa que dirigi iniciou, há oito anos atrás, por conta própria, um grande projeto de reflorestamento, sem nenhuma ajuda, seja oficial, ou empresarial. Ali já foram plantadas mais de 10.500 mudas de árvores nativas, semeadas em um viveiro próprio, onde já há outras 1.400 para serem postas na terra.